Espécies, cota e comprimento

*Agradecimento especial à Aquaminas Piscicultura que autorizou em 30/03/206 a utilização de suas “videoaulas” nessa página.

* *Informação importante: as imagens dos peixes aqui inseridas podem não corresponder às espécies mencionadas na Portaria IAT 650/2025 e não servem para estudos acadêmicos ou qualquer outro fim de comprovação. O objetivo aqui é fazer um compilado de informações existentes na internet para apenas “tentar” auxiliar o pescador na sua prática esportiva. Para um pescador que não seja ictiólogo ou da área de biologia é praticamente impossível conhecer os variados grupos, espécies e gêneros de peixes existentes. São inúmeras as variantes científicas assim como as próprias denominações regionais para cada espécie, de forma que a página estará sempre aberta às correções necessárias. A intenção aqui é colaborar e não criar um desserviço aos pescadores e aos próprios órgãos ambientais do Estado do Paraná. Entendemos, diante da enorme confusão gerada nas postagens na internet, que caberia ao próprio legislador criar mecanismos visuais elucidativos e não apenas especificar as espécies em textos para a imensa maioria de pescadores leigos em ictiologia.

Quanto às regras no Estado do Paraná que deverão ser seguidas para não ter problemas com a fiscalização é de suma importância conhecer a Portaria IAT 650/2025 e entender qual é a cota máxima permitida para o pescador amador ou esportivo assim como aprender quais são os peixes proibidos de se transportar e aqueles que podem ser transportados porém seguindo alguns limites de tamanho, peso e cota máxima capturada:

COTA MÁXIMA:

Art. 8º Fica estabelecida ao pescador amador e profissional a cota máxima de captura quantificada em 5,0kg (cinco quilogramas) de pescado, mais um exemplar de tamanho permissível, nativo ou não, nas modalidades desembarcadas e embarcadas, nos locais permitidos.

  • As informações abaixo se referem especificamente ao Estado do Paraná, lembrando, sempre, que cada Estado tem autonomia para legislar sobre o tema.
  • Para todos os efeitos a “cota máxima” estabelecida ao pescador amador é o limite máximo de pescado encontrado com o pescador amador a qualquer momento (seja no rio, no acampamento, no barraco, nos meios de transporte, no clube, nos meios de armazenamento, guarda, etc). Portanto, cuidado: Não adianta ir todo o dia para pegar 5kg. Se a sua geladeira já tiver armazenado 4 kg de peixe, você poderá levar apenas mais 1 Kg. Lembrando que se houver denúncia de crime ambiental, os policiais ambientais podem entrar na propriedade para apurar se o crime está ocorrendo ou ocorreu em flagrante delito, mesmo sem o consentimento do proprietário.
  • A cota de 5 kg é válida também para a captura dos peixes não nativos. Cuidado, não ache que por estar fazendo um bem ao meio ambiente, sua cota estará liberada…
  • O limite da cota de 5,0kg (cinco quilogramas) atribuído ao pescador amador e profissional poderá ser ultrapassado somente quando um único indivíduo pescado exceder o peso de 5,0kg (cinco quilogramas) e não for da mesma espécie do exemplar extra;

PEIXES NATIVOS COM TRANSPORTE PROIBIDO:

Fica vedada a posse, o abate e o transporte dos seguintes peixes: Jaú (Zungaro jahu), Pintado (Pseudoplatystoma corruscans), Surubim ou Monjolo (Steindachneridion scriptum), Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum), Dourado (Salminus brasiliensis) e Piracanjuba (Brycon orbignyanus), em todo o território e em todas as águas interiores do Estado do Paraná, componentes da Região Hidrográfica do Atlântico Sudeste e da Região Hidrográfica do Paraná. Para essas espécies poderá ser adotada somente a prática do pesque e solte, cuja soltura obrigatoriamente deverá ser no mesmo local e imediatamente após a captura, e obedecer aos manejos adequados.

LEGISLACAO-PEIXES NATIVOS COM CAPTURA PERMITIDA MEDIANTE COTA

LEGISLACAO-PEIXES NÃO NATIVOS COM CAPTURA OBRIGATÓRIA DENTRO DA COTA MÁXIMA DE 5 KG

Agora confira o seu exemplar:

PEIXES NATIVOS COM TRANSPORTE PROIBIDO

1A-Jaú (Zungaro jahu)

  

Também conhecido simplesmente como jaú, é uma das espécies mais conhecidas e amplamente distribuídas. Pode crescer até mais de 2 metros de comprimento e pesar mais de 100 kg sendo bastante  valorizado tanto na pesca esportiva quanto na comercial. Para facilitar o reconhecimento o jaú tem quatro barbilhões longos, dois em cada lado da mandíbula, que ajudam na detecção de alimentos e na orientação em águas turvas. O corpo do jaú é alongado e cilíndrico, com uma cabeça grande e boca larga. Sua coloração é geralmente parda ou cinza-escura, com manchas ou listras que podem variar entre espécies e indivíduos. A coloração ajuda na camuflagem no ambiente natural. Possui nadadeiras peitorais, pélvicas, dorsal e anal bem desenvolvidas. As nadadeiras peitorais têm espinhos fortes e são adaptadas para auxiliar na natação em correntes rápidas.

PESCANDO JAÚ

O Grande Jaú!!  

2A- Pintado (Pseudoplatystoma corruscans)

O Pintado, conhecido também como surubim pintado, é um peixe de água doce de grande porte, com comprimento máximo de até 180 cm e peso de até 86 kg. Prefere águas correntes com fundos de areia ou lama. É carnívoro, alimentando-se principalmente de tuvira, minhocuçu e pequenos peixes. É um peixe de couro, com coloração acinzentada e diversas pintas pretas cilíndricas pelo corpo. O pintado é apreciado por sua carne saborosa e macia.

PESCANDO PINTADO

Peixes Nativos do Brasil! Pintado ou Surubim!!

3A- Surubim Monjolo (Steindachneridion scriptum)

 

Na família dos bagres encontra-se os  Steindachneridion spp sendo conhecida seis espécies atualmente desse gênero: todas em extinção.

A legislação do IAT-PR se preocupa com o Steindachneridion scriptum que é endêmico da Bacia do Rio Iguaçu. Em outras regiões do Brasil esses bagres são conhecidos como “suruvi”, “bocudo”, “surubim da paraíba”. São peixes solitários que não formam cardumes e se distinguem pela sua cabeça grande e achatada com três pares de barbilhões sensoriais perto das narinas, um corpo cinzento alongado e rechonchudo com manchas pretas arredondadas como se fossem pontos e um dorso branco. Esta espécie é um carnívoro que prefere um ambiente demersal, ou seja, vive no fundo de rios, lagos e lagoas. O suruvi é um peixe carnívoro, e se alimenta de tuvira, minhocoçu e pequenos peixes. Uma curiosidade sobre esse peixe são os espinhos nas nadadeiras e nas nadadeiras dorsais, que podem causar bastante trauma. No entanto, a dor da ferida é intensa e inicialmente considerada insuportável, por isso uma dica é ter cuidado ao manusear esse peixe.

Espécies de Peixe do Brasil! Suruvi/Bocudo/Surubim do Paraíba. – YouTube (**esse vídeo não trata da espécie protegida pela Portaria IAT – muito semelhante, mas não é)

4A- Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum)

   

Surubim é uma denominação ampla e popular que engloba peixes de diferentes gêneros da Ordem Siluriformes. Tanto na pesca quanto na aquicultura, os principais representantes dos surubins são as espécies do gênero Pseudoplatystoma. Não é qualquer pescador que consegue distinguir as várias espécies existentes deste gênero, o que causa muita confusão na internet de forma que sugerimos a leitura da esclarecedora matéria publicada na BGFA Recordes: Reclassificação do gênero “Pseudoplatystoma” – BGFA Recordes

Na grande Bacia do Plata a Cachara é o peixe de couro que possui o corpo alongado e roliço com a cabeça grande com pintas e achatada possuindo seis longas barbas que funcionam em conjunto com o órgão sensível. A sua coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo branca abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas com as faixas verticais pretas irregulares, começando na região dorsal e se estendendo até abaixo da linha lateral. Às vezes, apresenta algumas manchas arredondadas ou alongadas no final das faixas. Espécie de peixe de grande porte, e pode alcançar mais de 1m de comprimento total e pode atingir mais de 1,20 m com alguns exemplares pesando mais de 25 quilos. Esta espécie de peixe é carnívoro, essencialmente piscívoro, portanto, em seu ambiente natural se alimenta principalmente de loricarídeos, ciclídeos e caracídeos, além de caranguejos. É encontrado em  canais de rios, poços profundos e grandes ( como final de corredeiras).

PESCANDO CACHARA

DIFERENÇA ENTRE PINTADO-CACHARA E SURUBIM

Pintado, Cachara e Pincachara, você sabe a diferença?

Cachara um belo peixe para criação em piscicultura.

5A-Dourado (Salminus brasiliensis)

 

Muito apreciado pelos pescadores esportivos, é lendário por sua bravura e resistência uma vez fisgado. Se o salmão é frequentemente citado como o alvo mais cobiçado da pescaria esportiva no hemisfério norte, na América do Sul impera o dourado. Também chamado de piraju e tigre de rio (por causa das listras na lateral do corpo) é um dos mais conhecidos predadores da bacia do Rio Paraná. Atinge grande porte, podendo alcançar 130cm de comprimento e pesar 25kg. É um peixe muito difícil de se manter no anzol, pois sua boca é muito dura, dificultando a penetração do anzol. Quando fisgado, salta para fora da água na expectativa de se livrar do anzol. Apresenta uma linda coloração amarelo ouro, com listras pretas nas laterais, as barbatanas emitem um efeito alaranjado, possui também um risco preto no meio da cauda. Tem dentes muito afiados e perigosos, são muito agressivos com outros peixes, principalmente quando estão se alimentando.

PESCANDO DOURADO

Dourado o Rei do Rio

6A-Piracanjuba (Brycon orbignyanus)

        

Conhecida também como Piracanjuva, Bracanjuba e Bracanjuva é da mesma família do Matrinxã (Brycon cephalus) que é encontrado, principalmente, na bacia do Amazonas enquanto que a Piracanjuba é natural da bacia do Rio Paraná e Uruguai. Trata-se de um peixe onívoro que se alimenta de frutos, pequenos peixes e insetos. A fêmea chega a atingir 80 cm de comprimento e cerca de 8 Kg e o macho 68 cm e quase 4 Kg. A denominação tem origem tupi que significa “peixe de cabeça amarela”. Peixe de escamas com corpo alongado, tem boca larga com três séries de dentes no pré-maxilar e duas no dentário. O dorso é castanho escuro e tem uma mancha escura na base do pedúnculo caudal. As nadadeiras são avermelhadas. O pedúnculo caudal é preto e as brânquias são pequenas. A espécie também se destaca por sua força e resistência, atributos que a tornam uma adversária desafiadora e apreciada na pesca esportiva.

PESCANDO PIRACANJUBA

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PEIXES NATIVOS COM TRANSPORTE AUTORIZADO DENTRO DA COTA

1B- Morenita (Gymnotus sylvius e G. inaequilabiatus)

  comp min 20 cm

Em algumas regiões do Brasil é chamada também de tuvira ou sarapó o que causa alguma confusão pois o Gymnotus é um gênero de peixes elétricos que possui mais de 39 espécies que são amplamente amplamente distribuídas nas bacias dos rios Paraná-Paraguai e São Francisco. Na bacia amazônica tem a mais conhecida que é o do peixe “poraquê” (Electrophorus electrius). Os peixes do gênero Gymnotus são caracterizados por um corpo alongado, ausência de nadadeiras dorsais e ventrais, possuindo nadadeira anal extremamente longa o que permite a movimentação para trás. Eles são encontrados em ambientes alagados e arroios possuindo hábitos noturnos. A identificação de várias espécies destes subgêneros ainda é problemática. Não é tarefa fácil até mesmo para biólogos…..A morenita Gymnotus inaequilabiatus se distribui pela bacia Paraná-Paraguai e algumas drenagens costeiras do Uruguai e sudeste do Brasil. Já a tuvira (Gymnotus carapo) é encontrada em todas as bacias do Brasil. Todas habitam áreas com macrófitas flutuantes em pequenos rios e ao longo de margens de rios maiores de águas escuras. Não é uma espécie migradora. Possuem corpo alongado e comprimido lateralmente podendo podendo passar de 30 cm de comprimento. Sua coloração é predominantemente prateada, com um brilho metálico que a torna visualmente atraente. Além disso, a Morenita possui uma mancha escura na região da cauda, que é uma característica distintiva da espécie. As nadadeiras são geralmente transparentes, com um leve tom amarelado o que complementa sua estética.

PESCANDO MORENITA

Tuvira ótima isca para Pescaria

2B- Juropoca (Hemisorubim platyrhynchos)

  comp min 25 cm

Também conhecido por jerupoca, jeripoca, jiripoca ou braço-de-moça , é um peixe da família dos pimelodídeos nativo do Brasil. É caracterizado por ter uma mandíbula projetada para a frente, dando origem ao nome na língua tupi, que significa “boca estourada”.  Peixe de couro com coloração que pode variar do castanho-esverdeado para o amarelado, porém com o ventre branco. Além disso, este peixe presenta manchas pretas ovaladas de tamanho variável. Essas manchas se localizam junto à base do lobo superior da nadadeira caudal. Além de possui uma boca voltada para cima, o que lhe proporciona uma aparência atípica, se comparado a outros peixes de couro. A mandíbula é um pouco maior do que o maxilar superior. Peixe de médio porte, alcançando cerca de 60 cm de comprimento total e 3 kg de peso.

PESCANDO JUROPOCA

Jurupoca!! Conheça mais sobre este Peixe!!

3B- Traíra (Hoplias aff. malabaricus)

     comp mín 25 cm

Traíra ou lobó pertence a um grupo de peixes desprovidos de nadadeira adiposa. É um dos peixes mais populares presente em quase todos os rios e lagos. Nas regiões que oferecem boa alimentação, é comum que atinjam 69 centímetros de comprimento, e alguns exemplares excedem 4 quilogramas de peso. Sua pesca é feita de anzol com isca de peixe ou carne e até mesmo com as artificiais. Mesmo jovens com alguns centímetros de comprimento costumam atacar iscas em movimento. Deve-se ter cuidado ao manipulá-la, pois costumam dar mordidas muito dolorosas e que sangram abundantemente.

PESCANDO TRAÍRA

Traíra!!! A Predadora das lagoas!!

4B- Mapará (Hypophthalmus edentatus)

    comp mín 29 cm

Espécie de peixe teleósteo, siluriforme, da família dos hipoftalmídeos. Tais animais podem ser encontrados tanto na Amazônia quanto no Rio Paraná, possuindo dorsos azulados, ventres esbranquiçados. Também são chamados de cangatá, mandubi, mapará-de-cametá e mapurá. Trata-se de espécie de água doce bastante popular no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Ele habita grandes rios como o Amazonas, o Araguaia e o Tocantins, e é bastante apreciado por sua carne saborosa e pela importância que desempenha nas economias ribeirinhas. Peixe de médio a grande porte, podendo atingir até 80 cm de comprimento e pesar cerca de 8 kg, embora indivíduos menores sejam mais frequentemente capturados. Seu corpo é alongado e levemente achatado lateralmente, o que favorece sua movimentação em águas correntes.

PESCANDO MAPARÁ

5B- Cascudo (Hypostomus spp. )

    comp mín 25 cm

O gênero Hypostomus é composto por peixes cascudos que habitam a água doce da América do Sul. Os Hypostomus spp. são conhecidos por sua adaptabilidade e diversidade, com aproximadamente 155 espécies registradas. Eles são encontrados em várias bacias fluviais, incluindo o Paraná, Paraguai, Uruguai e Amazonas, representando um componente significativo da ictiofauna de água doce Neotropical. Os Hypostomus spp. são frequentemente coletados para estudos de parasitologia, onde são identificados e caracterizadas por espécies de parasitas que podem afetar sua saúde e bem estar. Além disso, eles são estudados para entender a evolução cromossômica e a diversidade cariotípica dentro do gênero. Os Hypostomus spp. também são importantes para a ecologia e a conservação, pois sua presença e comportamento podem fornecer informações sobre a saúde dos ecossistemas e a resposta das populações de peixes a mudanças ambientais. Possui uma couraça que recobre todo o seu corpo dando ao cascudo a aparência visual e a sensação de que estamos tocando em uma lixa. Os cascudos comuns, em média, chegam a 30 cm. Na natureza, o peixe se alimenta de detritos acumulados no fundo dos rios, participando de certa forma da pré-mineralização da matéria orgânica presente no substrato lodoso. Gostam também de camarão, minhocas e pequenos crustáceos, bem como vegetais.

PESCANDO CASCUDO

Limpador dos lagos e Aquários. O Cascudo.

6B- Piau-três-pintas (Leporinus friderici)

   comp mín 25 cm

Conhecido também como piau, aracu-cabeça-gorda, aracu-comum, acaru paca, araçu, piabam piapara, piau Listrado, piava e raracu. Ele pertence a família Anostomidae.Boa espécie para a pesca esportiva. Trata-se de peixe escamoso com um corpo longo e esguio com 3 manchas redondas em ambos os lados, a primeira ao nível da barbatana dorsal, a segunda entre a barbatana dorsal e a gordura e a terceira na base da barbatana caudal. O comprimento total pode chegar a 30 a 40 cm e a massa algo em torno de 2 kg.

PESCANDO PIAU TRÊS PINTAS

7B- Piapara (Megaleporinus obtusidens)

     comp mín 40 cm máx 60 cm

Peixe com coloração prateada e três manchas pretas nas laterais do corpo, possuindo nadadeiras amareladas sendo a caudal em formato de “V” (peixe velozes). Possui boca pequena, porém com dentição que utiliza para quebrar sementes e crustáceos. Pode alcançar 40 cm de comprimento e 1,5 kg embora já tenham sido fisgados no Brasil exemplares de 80 cm e 6 kg. Expectativa de vida é de 7 anos de idade. Este peixe é bastante sensitivo, em especial com a temperatura e as vibrações ao seu redor. Esta característica faz com que o pescador precise ser ainda mais cuidadoso e silencioso para conseguir capturar o animal. O bicho costuma se alimentar de matéria vegetal e até mesmo de animais em decomposição. Além disso, o peixe Piapara tem o hábito de comer plantas aquáticas, algas filamentosas e alguns frutos. Em sua linha lateral possui de 40 a 44 escamas, que é a principal diferença entre esta espécie e o Leporinus piavussu.

PESCANDO PIAPARA

Piapara!! Conheça mais esta linda espécie.

8B- Piau verdadeiro (Megaleporinus piavussu) 

 comp mín 32 cm máx 45 cm

Conhecido como piavussu, piava, piapara…….Definitivamente os legisladores ambientais terão que criar aplicativos ou outro sistema qualquer que auxilie o pescador a não cometer infrações ambientais visto que várias espécies são muito semelhantes sendo praticamente impossível para um leigo definir com exatidão o seu animal fisgado podendo a contagem do número de escamas da linha lateral ser o fator determinante. Além disso, não é incomum ou raro, o surgimento de novas espécies catalogadas como distintas das demais, como é o caso do Piau verdadeiro (Megaleporinus piavussu), o qual se assemelha ao piau três pintas e a própria piapara. Aliás, esse “piau verdadeiro” é muito confundido nos materiais dispostos na internet como sendo o Leporinus obtusidens que é a famosa piapara ou até mesmo o Leporinus friderici que é o piau-três-pintas. Entretanto, de acordo com a Portaria IAT 650/2025, o piau verdadeiro é o Megaleporinus piavussu sendo espécie endêmica da bacia do alto Rio Paraná, conhecida por seu corpo alongado, prateado, manchas escuras arredondadas ao longo da linha lateral, nadadeiras amareladas sendo a dorsal mais curta e a caudal larga e arredondada. Além disso a boca é voltada para frente (diferente da piapara que é para baixo).  Possui entre 36 a 39 escamas pequenas e lisas perfuradas na linha lateral o que diferencia das demais espécies próximas (A Leporinus obtusidens possui de 40 a 44).

Espécies de Peixes do Brasil. Piavussu!! 

9B- Pacu (Piaractus mesopotamicus) 

  comp mín 45 cm máx 62 cm

Peixe apreciado na pesca esportiva e na culinária. Possui o corpo com inúmeras escamas pequenas. A coloração do peixe é cinza-escuro no dorso e amarelo-dourado no ventre (essas cores podem variar dependendo do ambiente). Tem tendência herbívora, isso significa que gosta de comer frutos, sementes, bem como algas, folhas e, raramente, peixes, moluscos e crustáceos. Pode alcançar até 70 centímetros de comprimento e pesar cerca de 20 kg.

PESCANDO PACU

Pacu Caranha Um Peixe do Pantanal Mato-Grossense!!

10B- Mandi-amarelo (Pimelodus maculatus)

comp mín 25 cm 

Um dos traços distintivos dos mandis é a presença de barbilhões (ou tentáculos) ao redor da boca, que ajudam na detecção de alimento em águas turvas ou escuras. Peixe de couro que possui esporões com muco tóxico de forma que o pescador tem que tomar muito cuidado, pois a ferroada costuma doer muito. Cabeça cônica com olhos laterais. É uma espécie de porte médio, podendo chegar a 40 cm de comprimento e até 3 kg de peso.

PESCANDO MANDI-AMARELO

Mandi Amarelo!!! Cuidado… Não seja Ferroado!!

11B- Barbado (Pinirampus pirinampu)

 comp mín 50 cm máx 75 cm

Peixe de couro que possui boca pequena e barbilhões sensoriais achatados, mas uma de suas principais características são seus barbilhões longos e achatados, daí o nome “barbado”. Sua nadadeira adiposa é bastante longa e começa logo após a nadadeira dorsal. Por brigar muito na captura é bastante apreciado na pesca esportiva. Pode atingir até 80 cm de comprimento e pesar em torno de 12 kg, embora o peso médio varie entre 3 e 5 kg. A espécie costuma viver no fundo de rios de águas escuras e barrentas, geralmente rios de médio e grande porte. Além disso, é comum encontrá-lo próximo de vilarejos e cidades. Sobre o consumo do peixe, recomenda-se colocá-lo no gelo logo após a captura porque estraga com muita facilidade. Em relação as cores, é acinzentado no dorso e em seu flanco, podendo apresentar um clareamento na região ventral. No entanto, em alguns casos, quando acaba de ser retirado da água, pode apresentar uma coloração esverdeada no dorso. Piscívoro. Na natureza, se alimenta de peixes pequenos, anfíbios, bem como camarões de água doce. Esse peixe possui uma boca ampla com pequenos dentes, que funcionam como uma espécie de lixa.

PESCANDO BARBADO

Peixes Nativos do Brasil!! Barbado!!

12B- Curimba (Prochilodus lineatus) 

comp mín 38 cm máx 70 cm

O Curimba recebe vários nomes nas diversas regiões do Brasil como Curimbatá, Curimatá, Cirumatã, Curimataú, Curumbatá, Crumatá, Curibatá.  Os curimbatás, conhecidos cientificamente como Prochilodus spp., são uma família diversificada de peixes de água doce que habitam rios e lagos da América do Sul sendo muito difícil distingui-los apenas por imagens. Entretanto, o que interessa de fato na Portaria do IAT é a espécie Prochilodus lineatus. Trata-se de peixe querido na pesca esportiva, pois é muito forte e possui capacidade enorme de lutar quando é fisgado. É possível encontrar espécie com até 80 cm, porém o mais comum é até 46 cm. Peixe de escamas muito ásperas, com coloração cinza-prateada e faixas transversais escuras e discretas no dorso. Além disso, possui nadadeiras caudal, dorsal e anal com várias manchas escuras e claras, que vão se alternando entre si. A boca terminal em forma de ventosa possui lábios espessos e protráteis e são munidos de pequenos dentes. Peixe detritívoro, ou seja, se alimenta basicamente de restos orgânicos, consumindo diferentes tipos de sedimentos orgânicos e vegetais. Tem preferência por águas profundas e é um animal iliófogo, ou seja, suga e come lodo orgânico, para o qual sua boca foi especialmente adaptada.

PESCANDO CURIMBA

O curimbatá

13B- Bagre-sapo (Pseudopimelodus mangurus)

comp mín 3o cm 

Peixe de couro de médio porte esta espécie possui a coloração marrom amarelado com manhas preta, ele também possui barbilhões ao redor da boca. Esta espécie se reproduz sexualmente de forma ovípara atinge 10 kg de peso. Carnívoro, alimenta-se de peixes invertebrados. Sua base reprodutiva está na foz dos rios, em solos lamacentos.

PESCANDO BAGRE-SAPO

14B- Armau (Pterodoras granulosus)

comp mín 40 cm 

Também conhecido como Abotoado ou Armado é um peixe bastante procurado por pescadores esportivos devido à sua força e resistência quando fisgado. Apesar de não ser um peixe de briga intensa, sua robustez exige equipamentos adequados para garantir um bom desempenho durante a captura. O uso de varas de ação média a pesada, linhas resistentes e anzóis reforçados são recomendados para lidar com exemplares maiores. Com tamanho que pode chegar a 70 cm de comprimento e peso de até 7 kg, essa espécie desempenha um papel importante nos ecossistemas aquáticos onde habita. Possui um corpo robusto coberto por placas ósseas que funcionam como um mecanismo de defesa contra predadores. Sua coloração varia do marrom-escuro ao acinzentado, permitindo que se camufle eficientemente no ambiente aquático. Ele é encontrado em águas doces, preferencialmente em grandes rios e poços profundos, onde busca alimento no fundo. Espécie é onívora, alimentando-se de pequenos invertebrados, restos de matéria orgânica e até mesmo algas.

PESCANDO ARMAU

15B- Bagre Jundiá (Rhamdia quelen)

comp mín 30 cm

Peixe de couro que possui coloração acinzentada-escura e um ventre esbranquiçado. sua carne é muito saborosa, com baixo teor de gordura e poucas espinhas. O pescador tem que tomar cuidado ao manusear esse peixe pois possui raios espinhosos venenosos e grandes barbilhões. A espécie habita riachos litorâneos que possuem fundos arenosos cobertos com folhas mortas, além de rios e lagos, mas possui certa preferência por rios com correnteza moderada. O peixe gosta de ficar no fundo desses locais em áreas enlameadas cobertas com folhas e madeira em decomposição, onde passa boa parte do dia escondido. O Jundiá é um Onívoro e possui tendência piscívora, ou seja, se alimenta de outros peixes além de insetos terrestres e aquáticos, crustáceos e restos vegetais. Pode atingir 50 cm de comprimento e 3 kg de peso.

PESCANDO JUNDIÁ 

Jundiá cinza um bagre já muito utilizado em Piscicultura no sul do Brasil

16B- Cascudo-preto (Rhinelepis aspera)

comp mín 35 cm

Peixe com visual muito marcante. Seu corpo é revestido de placas ósseas e com a boca, especializada em sucção, situada na face ventral do animal. Justamente por essa boca com muito poder de sucção, os cascudos podem ficar muito tempo grudados em rochas e troncos, além de terem grande capacidade de revirar o substrato a procura de alimento que são algas e lodo. Pode atingir 39 cm e pesar 1,5 kg. Preferem áreas com correnteza lenta e água limpa. Gostam de se esconder sob pedras, troncos ou em cavidades naturais, o que oferece proteção e um ambiente mais natural.

PESCANDO CASCUDO

17B- Cará (Satanoperca pappaterra )

comp mín 16 cm

Peixe de escamas muito comum em rios de todo o Brasil. Possui pequenas pintas claras por toda a extensão do corpo, principalmente na parte debaixo e nas barbatanas e pode chegar aos 25cm. Suas barbatanas variam do castanho claro ao escuro, apresentando uma ou mais pintas pretas no corpo. Espécie de peixe omnívora, que se alimenta de uma ampla variedade de alimentos no fundo como perifíton, pequenos crustáceos, peixes, insetos, larvas, folhas, frutos e outras matérias orgânicas. Habita ambientes de águas paradas, remansos ou nas margens com vegetação abundante.

PESCANDO CARÁ

Que Peixe Colorido é Este???

18B- Piava, campineiro (Schizodon altoparanae)

comp mín 25 cm

As principais características do peixe campineiro são: corpo comprido e alongado, cabeça arredondada, boca grande com maxilares fortes e dentes afiados, barbatanas dorsais altas, escamas grossas e lisas. Possui coloração variável entre verde-acinzentado a prateado na parte superior do corpo e branco no ventre. Pode chegar a atingir uma longitude de 40 cm. O peixe campineiro consome principalmente insetos, crustáceos e larvas de outros animais aquáticos. Também pode comer algas, minhocas, vermes e até mesmo alguns vegetais.

PESCANDO PIAVA

19B- Tagará ou Timboré (Schizodon nasutus)

comp mín 25 cm

Para complicar, em algumas regiões também é conhecido por campineiro, e facilmente confundido com o Shizodon altoparanae. Possui corpo alongado e comprimido lateralmente, com uma coloração que varia entre tons de cinza, verde e amarelo, frequentemente com manchas ou listras. Alimentam de algas e pequenos invertebrados. O tamanho pode chegar a 30 cm de comprimento. Preferem águas calmas e bem oxigenadas, frequentemente encontradas em áreas ricas em matéria orgânica. A presença de troncos submersos e vegetação aquática é crucial para o seu bem-estar, pois oferece abrigo e locais para a reprodução.

PESCANDO TIMBORÉ

Peixes Do Brasil!! campineiro/Chinboré/Taguara!!! – YouTube

20B- Jurupensém – bico de pato (Sorubim cf. lima)

 comp mín 30 cm

jurupensém ou surubi bico-de-pato (Sorubim lima) pode alcançar até 70 cm de longitude total e podendo pesar mais de 50kg. É um peixe de couro de corpo roliço. Apresenta uma lista clara irregular desde a cabeça até a nadadeira caudal. A cabeça é longa e achatada. A boca é arredondada, e o maxilar superior e maior que a mandíbula. Seus olhos se localizam lateralmente. Seu dorso passa do cor marrom escuro na parte dianteira, a amarelado e depois esbranquiçado abaixo da linha lateral. Suas nadadeiras são de avermelhadas a róseas. É carnívoro. Come principalmente outros peixes e crustáceos. Os cardumes costumam se concentrar nos poços abaixo das corredeiras.

PESCANDO JURUPENSÉM

O jurupesém/ Bico de Pato


PEIXES NÃO NATIVOS COM CAPTURA PERMITIDA SEM RESTRIÇÃO AO COMPRIMENTO PORÉM DENTRO DA COTA 5 KG + 1

 

1C-Apaiari, Oscar, Cará preto (Astronotus crassipinnis) 

5KG + 1

Peixe de água doce notável por sua aparência vibrante e comportamento ativo. Conhecido popularmente de Peixe Oscar, é um peixe brasileiro, de água doce, originário da bacia amazônica, de crescimento precoce e que pode atingir cerca de 1,5kg de peso. Este peixe apresenta uma característica muito importante, do ponto de vista comercial, que é o fato de sua carne ser muito saborosa e quase não possui espinhos. Pode atingir cerca de 35 a 40 cm de comprimento total e cerca de 1,5 kg de peso. É considerado o maior dos Carás brasileiros. Por ser um peixe muito procurado pelo aquarismo, foi trabalhado geneticamente para obter diversas cores, podendo ser encontrados em aquários indivíduos albinos ou nas cores amarela, branca, vermelha. Quanto mais diferente dentro do aquarismo, maior o valor comercial.

PESCANDO APAIARI

Peixes Nativos do Brasil!! Oscar ou Apaiari

2C- Tucunaré (Cichla spp.)

5KG + 1

Peixe de água doce altamente valorizado na pesca esportiva. Conhecido por sua força, agressividade e beleza, o que o torna um alvo popular para pescadores e aquaristas. O seu tamanho varia entre 30 centímetros, chegando a 1 metro de comprimento. Peixe de escamas, com corpo alongado e um pouco comprimido, e a sua coloração e amarelada, com manchas pretas e verticais distribuídas regularmente pelo corpo. Todos os tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúnculo caudal. Passam a noite caçando e se alimentando e se recolhem em buracos ou na vegetação durante o dia. Hoje, no Brasil, existem cerca de 15 espécies de tucunaré catalogadas dentro da família dos ciclídeos (nadadeira dorsal alongada e com alguns espinhos) podendo ser citados tucunaré-azul, tucunaré-amarelo, tucunaré-fogo, tucunaré-xingu etc….

PESCANDO TUCUNARÉ

O tucunaré amarelo – YouTube

3C- Bagre-africano (Clarias gariepinus)

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O bagre africano, Clarias gariepinus, é uma espécie invasora que tem se espalhado por diversos rios do Brasil, causando preocupações significativas para a biodiversidade e a pesca. É crucial que as autoridades e pesquisadores tratem o caso do bagre africano como um alto risco biológico e que sejam realizadas medidas de contenção e manejo para evitar que a espécie se estabilize e cause impactos significativos. No vídeo abaixo pode se constatar o grau de preocupação ambiental que esse animal deve impor. O Bagre-africano é um peixe grande, semelhante a enguia, geralmente de coloração cinza escura ou preta nas costas, desbotando até uma barriga branca. Pode chegar a  um comprimento máximo de 1,7 m e pode pesar até 60 kg . Esses peixes têm corpos esguios, cabeças ósseas planas, bocas largas e terminais com quatro pares de barbelas. Apenas as barbatanas peitorais têm espinhos.

PESCANDO BAGRE-AFRICANO

Bagre Africano!! Cuidado com este Peixe!!

4C- Carpa (carpa-capim, carpa-comum, carpa-prateada e carpa-cabeçuda)

São espécies exóticas por tratarem de peixes não nativos de forma que a captura é permitida no Paraná através da Portaria IAT 650/2025.

A carpa-capim (Ctenopharyngodon idella) é um peixe de origem asiática. Possui o corpo bem mais comprido e fino do que as demais carpas. E mais roliço também. Ela apresenta escamas em tom prateado bem maiores do que as carpas cabeçudas; e as escamas são uniformes, ao longo do seu corpo.

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Carpa capim uma espécie herbívora para criação em lagos!!

A carpa-comum (Cyprinus carpio) é um peixe teleósteo da família Cyprinidae que possui pele escamosa, na maioria das vezes apresentando uma coloração cinza prateada, boca bem pequena e a presença de dentes verdadeiros é inexistente, o que já acaba demonstrando que esse peixe se alimenta apenas de vegetais presentes na água. Possui tamanho médio ou pequeno, e por esse motivo não costuma ter mais do que 30 cm, estando na média de tamanho da maioria dos peixes de água doce.

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A carpa-prateada (Hypophthalmichthys molitrix) pode viver de 30 a 40 anos, dependendo das condições em que vive. É uma espécie muito usada para o poli cultivo e é fitoplanctófaga, ou seja, possui um aparelho especial para filtrar seus alimentos que, em sua maioria, são algas. Geralmente possuem boca pequena rodeada de barbilhões.

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Carpa Prateada!! Este peixe pode te surpreender!!!

A carpa-cabeçuda ou carpa-cabeça-grande, de nome científico Hypophthalmichthys nobilis, pertence à família Cyprinidae, tem a cabeça maior, quando em comparação com os outros peixes da sua espécie.

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Carpa cabeçuda o peixe que filtra a água!!

5C- Piauçu (Leporinus macrocephalus)

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piauçu é conhecido popularmente como Piavuçu e Piau-Açu. Peixe de escamas com corpo curto e bastante grosso, além de ter uma boca grande com um “papo” amarelado . Possui coloração cinza escura, principalmente devido à borda lateral escura das escamas. Os peixes mais jovens da espécie podem apresentar faixas transversais nos flancos. Os adultos, no entanto, apresentam três manchas escuras alongadas verticalmente, sendo a posterior um pouco mais difusa. Além disso, o Piauçu pode atingir cerca de 68,4 cm de comprimento e pesar mais de 5 kg. Peixe com tendências herbívoras, que se alimenta de caranguejos, frutas e de pequenos peixes.

PESCANDO PIAUÇU

Piauçu!!! O Briguento Piau do Pantanal.

6C- Black-bass (Micropterus salmoides)

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Principal peixe americano da pesca esportiva responsável pelo maior evento dessa natureza no mundo. O Black-Bass se destaca por sua combinação única de beleza, força e resistência. Seu comportamento agressivo e vontade de morder a isca tornam-no um desafio para pegá-lo, mas a satisfação de pegar um supera a luta. Os pescadores costumam contar histórias de batalhas épicas com Black Bass. A força do peixe pode ser sentida assim que ele é fisgado – dominá-lo requer habilidade e paciência, bem como uma vara de pescar e um molinete ou carretilha resistentes. E não vamos esquecer a adrenalina que vem com a captura de um peixe que pode ser muito maior do que o esperado. O Black Bass pode crescer até cerca de 80 centímetros e pesar até 11,4 quilos. Estes peixes são habitantes de águas calmas como lagos e córregos. Ele varia na cor de verde para enegrecido e é marcado com uma faixa horizontal escura. Exceto pelos os seres humanos, o Black Bass é o principal predador no ecossistema aquático. Eles se alimentam principalmente de zooplâncton e larvas de insetos. Os adultos alimentam-se quase exclusivamente de outros peixes e grandes invertebrados, como lagostas.

Conheça o Black Bass, o Peixe preferido na pescaria Norte Americana!!!

7C- Tambacu (Piaractus mesopotamicus + Colossoma macropomum) 

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O Tambacu é o híbrido mais comumente usado pelos produtores. Resultado cruzamento induzido entre a fêmea do Tambaqui e o macho do Pacu. Não é qualquer pescador que consegue distinguir o pacu, patinga, tambacu e tambaqui é necessário um pouco de experiência para isso. O tambacu combina características dos dois pais e é valorizado tanto na pesca esportiva quanto na aquicultura. Possui escamas grandes e brilhantes com corpo robusto e ovalado, semelhante ao de seu progenitor, o tambaqui. Sua barbatana adiposa é curta com raios na ponta, ele também tem dentes fortes. Pode atingir tamanhos impressionantes, com indivíduos chegando a mais de 1 metro de comprimento e pesando até 30 kg. Possui boca larga com dentes adaptados para uma dieta variada, incluindo frutas, sementes e pequenos animais. Os dentes são semelhantes aos do tambaqui, com características que ajudam na mastigação de alimentos duros.

8C- Corvina ou pescada (Plagioscion squamosissimus)

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Peixe de água salgada e doce, bastante apreciado na culinária, especialmente em países da América Latina. Ela pertence à família Scianidae e é conhecida por sua carne branca, sabor delicado e textura firme, tornando-a uma opção popular para grelhar, assar ou fritar. Geralmente, as corvinas têm um corpo alongado e ligeiramente comprimido, com uma coloração que varia do prateado ao cinza escuro, dependendo da espécie. Possuem nadadeiras dorsais distintas e uma nadadeira caudal que pode ser ligeiramente bifurcada ou arredondada. São carnívoras e se alimentam de uma variedade de organismos, incluindo peixes menores, crustáceos e moluscos. O tamanho da corvina pode variar de acordo com a espécie. Em geral, elas podem atingir de 30 cm a 1 metro de comprimento.

9C- Raias (Potamotrygon spp.)

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A Raia ou arraia é um peixe que habita o fundo dos rios ou camuflada na lama nas partes mais rasas sendo mais habitual na América do Sul. O termo “spp.” refere-se à pluralidade das espécies dentro do gênero Potamotrygon. Isso indica que existem várias espécies dessa família de peixes cartilaginosos. Entretanto, na lista mais recente apenas 8 espécies são reconhecidas cientificamente, sendo 5 validadas. Mesmo assim a diversidade de raias de água doce é impressionante, porém o número total pode variar dependendo das revisões sistemáticas e avanços na classificação. Todas são perigosas pois possui espinho venenoso, na região superior caudal, que provoca fortes dores quando penetra a pele do ser humano ou de outros animais. São consideradas os peixes cartilagíneos de água doce mais venenosos conhecidos pelo homem. Tem corpo e cabeça achatados, em forma de disco. Suas nadadeiras peitorais formam uma orla, em volta do disco, unidas na parte anterior do focinho. Sua boca localiza-se na face ventral, com dentes pequenos e pavimentosos, de coroas largas e achatados. Possui cauda longa, terminando em um filamento com abas laterais, na base, e verticais, na porção distal. Pode chegar a 892 mm e pesar até 30 kg. É um peixe carnívoro, com tendência à piscívoro, alimentando-se de pequenos moluscos, peixes e crustáceos.

Arraia xingu/ negra/Leopoldi! lindas, graciosas.Porém Perigosas!

10C- Pintado “ponto e vírgula” ou Pincachara (Pseudoplatystoma corruscans x Pseudoplatystoma reticulatum)

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O pintado conhecido popularmente como “ponto e vírgula” e a pincachara são, na maioria dos contextos de piscicultura e pesqueiros, o mesmo peixe. Trata-se de um híbrido resultado do cruzamento entre duas espécies diferentes: Mãe: Pintado (Pseudoplatystoma corruscans) e Pai: Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum). Aparência: Corpo e Estampa: Apresenta uma combinação única das características dos pais, com listras verticais (da cachara) misturadas com pintas (do pintado), gerando um padrão reticulado. Pele: É um peixe de couro, com coloração geral cinza-pardo e ventre esbranquiçado. Cabeça: Possui cabeça grande, achatada e alongada. Resistência e Comportamento: Alta Resistência. É uma espécie extremamente resistente a doenças e a variações de temperatura, sendo uma excelente opção para piscicultura, inclusive no inverno. Crescimento Rápido: A hibridização proporciona um vigor híbrido, permitindo que o peixe ganhe peso rapidamente em cativeiro. Adaptabilidade: Adapta-se muito bem ao consumo de ração comercial. Luta na Pesca: É conhecida por proporcionar uma briga forte e “suja” (tentando escapar para o fundo ou estruturas), sendo um peixe muito esportivo.

O Pintado, um ótimo peixe para cultivo em Piscicultura.

11C- Tilápias (Oreochromis spp. e Tilapia spp.)

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A classificação “tilápia spp.” refere-se a mais de 80 espécies de água doce pertencentes ao gênero Tilápia. Esses peixes são nativos da África e foram introduzidas em várias regiões do mundo, especialmente em aquicultura, devido à sua adaptabilidade e resistência. Peixe de água doce que possui escamas e nadadeira de coloração verde prateada. Pode atingir 45 cm de comprimento e 2,5 kg de peso. Tem corpo alongado e ligeiramente comprimido lateralmente, com uma cauda bifurcada. Possui escamas pequenas e bem ajustadas ao corpo. Consomem uma variedade de plantas aquáticas e algas, insetos,  larvas, pequenos crustáceos, além de comer peixes menores, como larvas de peixes e outros pequenos organismos aquáticos.

PESCANDO TILÁPIA

Quatro tilápias diferentes.

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ESPÉCIES NÃO MENCIONADAS NA Portaria IAT 650/2025 

1D – Piranha (Serrasalminae)

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O peixe piranha pertence a cinco gêneros da subfamília Serrasalminae. Todas possuem dentes afiados e corpo em forma de disco e são importantes para o equilíbrio ecológico do ambiente. A maioria pesa cerca de 250 gramas e atingem um comprimento aproximado de 25 centímetros. Na bacia do Paraná incluem espécies como Piranha Negra (Serrasalmus rhombeus), Piranha-doce (Serrasalmus spilopleura), Pirambeba (Serrasalmus brandtii), Piranha-vermelha (Pygocentrus nattereri) e Piranha-amarela (Pygocentrus piraya). A cabeça achatada frontalmente, boca rasgada para região posterior da cabeça e semi aberta deixando visíveis seus dentes triangulares, laminares e aguçados, cuja função é a de cortar e dilacerar. As cores e formas das barbatanas variam em cada espécie. A piranha vermelha (Pygocentrus nattereri) é a espécie mais agressiva. Isto porque suas mandíbulas são mais fortes e os seus dentes mais acentuados. A próxima espécie mais agressiva é a piranha negra (Serrasalmus rhombeus), que geralmente é maior que a espécie anterior. Estes peixes costumam atacar suas presas em grupos, mas também caçam por perseguição ativa ou por emboscada. Em grupo, conseguem devorar um animal de grande porte, como uma vaca, em segundos. O motivo pelo qual as piranhas conseguem devorar com tanta rapidez é pelo seguinte fato de que elas não mastigam, e quando atacam em grupo, cada piranha arranca um pedaço e se revezam continuamente.

2D- Pirapitinga (Piaractus brachypomus)

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Também conhecida como “caranha” pertence à família dos Characiformes sendo popular em várias regiões da América do Sul, especialmente na região amazônica, devido ao seu potencial para piscicultura e pesca esportiva. Frequentemente confundida com o Tambaqui (Colossoma macropomum) e a Piranha-vermelha (Pygocentrus nattereri) devido à coloração da barriga. Enquanto a Pirapitinga é onívora, a piranha é carnívora e possui dentes extremamente afiados para corte, ao contrário dos dentes molariformes da Pirapitinga adaptados para quebrar sementes. Sua alimentação inclui frutas, sementes e pequenos invertebrados. Essa diversidade na dieta não apenas ajuda a manter o ecossistema fluvial equilibrado, mas também contribui para o seu rápido crescimento. De fato, em ambientes controlados de piscicultura, a pirapitinga pode atingir até 30 kg, dependendo da quantidade e qualidade dos alimentos oferecidos.

Peixe Caranha ou Pirapitinga do Norte.

3D -Patinga (Piaractus brachypomus)

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De origem híbrida, a patinga é fruto do cruzamento da fêmea do pacu com o macho da pirapitinga da Bacia Amazônica. Devido ao seu comportamento arisco e valentia, e ao seu ganho de peso de até 1,500 kg em 1 ano, têm favorecido a procura em pesquepagues, tornando-se um bom animal para pesca esportiva. Apresenta ainda outras vantagens comerciais como sua carne, que chegou a ser apelidada de “Pacu light”, por ser menos gordurosa, saudável e saborosa, com bom aproveitamento de carcaça. A patinga adapta-se facilmente à rotina de criação. Onívora como o pacu, come diferentes alimentos em cativeiro, desde frutos, rações e minhocas até pedaços de outros peixes, crustáceos e algas. Existem exemplares que superam o peso de 8 quilos ao longo da vida.

Patinga Peixes redondos parte 1 

4D – Tambatinga (Piaractus brachypomus)

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Peixe de água doce bastante popular pertencente a família Serrasalmidae. Híbrido obtido pelo cruzamento entre os ovócitos de uma fêmea de tambaqui e o sêmen de um macho de pirapitinga. Possui o corpo redondo e comprimido, escamas e coloração clara, sendo as pontas das nadadeiras caudal e anal avermelhadas. Quando capturada no anzol, a espécie normalmente salta para fora da água, uma característica apreciada pelos pescadores esportivos. Por isso, é frequentemente encontrado em locais de pesca recreativa nas regiões mais quentes.

Peixes para Piscicultura! Tambatinga!!

5D- Tambaqui (Colossoma macropomum) 

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Conhecido também por pacu preto, cachama, gamitana. É necessário um pouco de experiência para distinguir o tambaqui, tambacu, pacu e tambatinga. Tambaqui é um peixe onívoro, famoso “queixudo” pela protuberância do maxiliar que auxilia na alimentação de frutas, sementes, insetos e algas. Sua dieta varia dependendo da disponibilidade de alimentos em seu habitat. Muito apreciado na culinária amazônica, conhecido por seu sabor marcante e pela pouca quantidade de espinhas. É uma das espécies comerciais mais importantes da Amazônia central. O seu corpo é coberto por escamas em formato de losango e suas nadadeiras são curtas, com raios nas extremidades. O peixe se destaca por ter uma boca larga com dentes arredondados e bordas irregulares. Dentes fortes e especializados que funcionam como molares, adequados para triturar sementes e material vegetal. A coloração do peixe é parda na metade do corpo, e a parte inferior é mais escura. No entanto, também é possível encontrar variações em tons mais claros, pois a coloração das águas dos rios tem influência neste tema.

Tambaqui. O gigante dos Pesqueiros.

6D – Piraputanga (Brycon hilarii)

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Chamado também de “pera” em algumas regiões do Brasil é um peixe de escamas com corpo alongado cor amarelada com nadadeira caudal vermelhada e dentes tricúspides (três pontas). Tem uma faixa preta que começa no pedúnculo caudal e chega até os raios centrais da nadadeira caudal. Espécie de peixe de água doce encontrada em rios e lagos da América do Sul, muito comum no Município de Bonito-MS. Cardumes de piraputangas e dourados são facilmente confundidos devido a cor dourada.

Piraputanga!! um Peixe que vale a pena conhecer.

7D- Matrinxã (Brycon amazonicus)

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Peixe de água doce também conhecido como “jatuarana” encontrado principalmente na bacia do Amazonas e em outras regiões da América do Sul. É um peixe bastante apreciado na culinária e na pesca esportiva devido à sua carne saborosa e ao seu comportamento ativo. Pode atingir até 80 cm de comprimento e pesar cerca de 3 a 4 kg. Alguns indivíduos podem crescer ainda mais em condições favoráveis. Tem um corpo alongado e ligeiramente comprimido, com uma coloração prateada a dourada. A coloração pode variar dependendo da idade e do ambiente. Possui nadadeiras bem desenvolvidas, com nadadeiras dorsais e anais que são longas e espinhosas. As nadadeiras peitorais e ventrais são adaptadas para uma natação ágil e eficiente.

Matrinxã ou jatuarana. Um Peixe valente para Pescaria!!!

8D – Jundiá-da-Amazônia (Leiarius marmoratus).

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Em algumas regiões no Norte do Brasil também é chamado de Jundiá, Jundiá-açu, Jundiá-cachorro, Jundiá-pintado, Jundiá-tigre, Jundiá-onça, Cachara, Cascudo. Ostenta um corpo robusto e alongado, adornado por uma pele lisa e sem escamas. Sua cabeça achatada não é muito grande e possui barbilhões sensoriais ao redor da boca que o guiam na busca incessante por alimento. Predominantemente marrom com tons acinzentados, exibe uma camuflagem perfeita para os ambientes aquáticos. Sua coloração é mais uniforme do que a de outros peixes, sem manchas pretas irregulares. Em média, atinge entre 60 e 80 cm de comprimento, ostentando um peso que varia entre 2 e 5 kg.  Prefere as águas calmas e de fundo lodoso de rios e lagos, onde se esconde em meio à vegetação aquática e troncos submersos. Encontrado principalmente na Bacia Amazônica, com destaque para o Rio Trombetas, habita também rios da Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia e Equador.

Jundiá Onça Amazônico!!

9D- Jacundá (Crenicichla spp)

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Os Jacundás formam o maior gênero de Cichlidae da América do Sul, acolhendo 113 espécie. No Brasil recebe diversos nomes como joaninha, peixe-sabão, peixe-joana, boca-de-velha, mariana e badejo, o Peixe Jacundá apresenta diversas formas de colorações sendo que uma característica marcante da espécie é uma faixa longitudinal mais escura ao longo do corpo, que se estende do olho ao pedúnculo da nadadeira caudal. Possui mandíbula maior do que o maxilar superior e dentes bem pequenos, porém numerosos. O animal também tem um corpo comprido e alongado, com uma nadadeira caudal acentuada.

Peixes do Brasil!! conheça o Jacundá! – YouTube

10D- Pintado Gaúcho (Pseudoplatystoma reticulatum x Steindachneridion scriptum)

 

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Híbrido geralmente entre a cachara (Pseudoplatystoma reticulatum, mãe) e o suruvi do sul ou bocudo (Steindachneridion scriptum, pai). É muito utilizado no sul do Brasil por ser resistente ao frio sendo considerado um dos peixes híbridos mais populares para criação em pisciculturas, oferecendo uma alternativa saudável e saborosa para os amantes da pesca e da culinária. Aparência: Geralmente, apresenta uma coloração de couro, com manchas ou listras que lembram o pai ou a mãe, mas com um padrão único de cruzamento. Crescimento e Tamanho: Apresenta bom desenvolvimento em cultivo, com adultos que costumam atingir faixas comerciais, por volta de 3 kg a 4 kg, de forma mais eficiente. Resistência: Muito superior à do pintado ou cachara puros, especialmente em águas frias, onde as espécies amazônicas sofreriam estresse. Facilmente confundido com o Pintado “ponto e vírgula” ou “pincachara”.

11DPintado ponto e vírgula ou Pincachara (Pseudoplatystoma corruscans x Pseudoplatystoma reticulatum)

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O pintado conhecido popularmente como “ponto e vírgula” e a pincachara são, na maioria dos contextos de piscicultura e pesqueiros, o mesmo peixe. Trata-se de um híbrido resultado do cruzamento entre duas espécies diferentes: Mãe: Pintado (Pseudoplatystoma corruscans) // Pai: Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum). Aparência – Corpo e Estampa: Apresenta uma combinação única das características dos pais, com listras verticais (da cachara) misturadas com pintas (do pintado), gerando um padrão reticulado. Pele: É um peixe de couro, com coloração geral cinza-pardo e ventre esbranquiçado. Cabeça: Possui cabeça grande, achatada e alongada. Visual: É considerado um peixe muito bonito e exótico. Resistência e Comportamento: Alta Resistência: É uma espécie extremamente resistente a doenças e a variações de temperatura, sendo uma excelente opção para piscicultura, inclusive no inverno. Crescimento Rápido: A hibridização proporciona um vigor híbrido, permitindo que o peixe ganhe peso rapidamente em cativeiro. Adaptabilidade: Adapta-se muito bem ao consumo de ração comercial. Luta na Pesca: É conhecida por proporcionar uma briga forte e “suja” (tentando escapar para o fundo ou estruturas), sendo um peixe muito esportivo.

12D- Pintado Amazônico ou Jundiara (Cachara + Jundiá Onça Amazônico)

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A jundiara não possui um único nome científico, pois é um peixe híbrido, resultado do cruzamento entre duas espécies diferentes. O cruzamento é feito entre: Fêmea: Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum) Macho: Jundiá-onça ou Jundiá Amazônico (Leiarius marmoratus). Principais características da Jundiara: Uso: Muito utilizada em piscicultura por ter crescimento rápido, aceitar ração comercial e possuir carne de excelente qualidade. Aparência: Peixe de couro com corpo robusto e curto (mais alto que o cachara), coloração cinza com manchas pretas variadas e ventre esbranquiçado. Tamanho e Peso: Pode atingir mais de 1 metro de comprimento e pesar entre 12 a 15 kg. Crescimento: Rápido, com bons índices de conversão alimentar em piscicultura, tolerando altas densidades. Alimentação: Carnívoro/onívoro, adaptando-se bem a rações secas. Carne: Muito valorizada, amarelada, saborosa e sem espinhos. Criação: Ideal para regiões de clima quente, adaptando-se bem a viveiros

13D- Cachapira (Pseudoplatystoma sp. × Phractocephalus hemioliopterus)

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É um peixe híbrido, originário do cruzamento da Cachara com a Pirarara. Vêm chamando a atenção nos pesqueiros e trazendo bons resultados de esportividade aos pescadores. Vindo da Pirarara já podemos imaginar que é um peixe de boa resistência e a voracidade é uma das características herdadas da Cachara. Tem boa agilidade e força rendendo boas brigas e garantindo o sucesso desse peixe que é uma novidade recente dos pesqueiros. Aparência – A cachapira herda características físicas de ambos os pais, resultando em um peixe de couro alongado e roliço. Coloração: Mistura características da pirarara e do cachara. Geralmente apresenta dorso cinza escuro, clareando em direção ao ventre, com manchas ou faixas verticais irregulares herdadas do cachara. Nadadeiras e Cauda: Frequentemente exibe tons rosados ou avermelhados nas nadadeiras, herdados da pirarara. Cabeça: Possui cabeça grande e achatada, característica marcante do cachara, com uma boca larga. Dentição: Assim como outros bagres, possui centenas de dentes pequenos, formando uma espécie de “lixa” para segurar a presa. Resistência e Rusticidade – A grande vantagem da cachapira é combinar a força da pirarara com a resistência do cachara. Resistência ao Frio: Diferente da pirarara, que é sensível a baixas temperaturas, a cachapira demonstra maior resistência ao frio, sendo adequada para o cultivo em regiões mais frias, como o Sul de Minas. Rusticidade: Adapta-se muito bem a diferentes condições de criação, sendo resistente a doenças e facilitando o manejo no pesque-pague. Alimentação: É um peixe carnívoro voraz, mas se adapta facilmente a ração balanceada, além de peixes forrageiros (lambaris). Crescimento Rápido: Possui um crescimento acelerado, podendo atingir tamanhos expressivos em um ano de cultivo

Peixe Para Piscicultura! Cachapira esta vai te surpreender!!

14D- Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus)

 

Peixe de couro normalmente encontrado na bacia do rio Araguaia, principalmente na região de Tocantins, mas é visto eventualmente no rio Amazonas. Não suporta águas frias. Pode chegar aos 60kg e 1,5m de comprimento. Possui coloração cinza escuro e nas costas e branca na parte de baixo, assim como um tubarão. O que destaca mesmo é a  cauda avermelhada, sendo que esta coloração também aparece na barbatana dorsal. Além de ser um peixe onívoro, ele se alimenta praticamente tudo que encontra no fundo dos rios, entre outros peixes, frutas, moluscos e crustáceos.

15D- Surubim Caparari (Pseudoplatystoma tigrinum)

 

 

Peixe de couro nativo das bacias dos Rio Amazonas e Orinoco. Muito semelhante ao cachara diferenciando-se pelas manchas pretas irregulares – como de um tigre -, que começam na região dorsal e se estendem até abaixo da linha lateral. Além disso, o Caparari apresenta um estreitamento da cabeça e o desenho em cruz na região frontal. Considerado um dos maiores de seu gênero, podendo atingir até 130 cm de comprimento e pesar cerca de 35 quilos. Seu corpo alongado e roliço, possui a cabeça grande, achatada e imensos barbilhões. A coloração comum do Caparari é cinza-escuro no dorso, clareando um pouco em direção ao ventre e ficando esbranquiçada abaixo da linha lateral. Se você pescou esse peixe na região amazônica, provavelmente não será o Surubim Cachara.

16D- Piracatinga (Calophysus macropterus)

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Também conhecida na Região Amazônica como “pintadinho”, “douradinho” e “urubu d´água”. Seu nome popular, piracatinga, vem do tupi: pirá, peixe, e katinga, fedorento. Daí o surgimento da palavra catinguento, sendo relacionado ao cheiro forte que o peixe apresenta ao ser preparado ou consumido. Trata-se de um bagre de médio porte, podendo atingir até 40 cm de comprimento e 1 kg de massa. É mais ativa durante o dia e é ovípara, ou seja, os filhotes se desenvolvem dentro de um ovo. A alimentação da espécie é onívora, portanto possui hábitos alimentares mais diversificados, podendo digerir diferentes tipos de alimentos como carnes e vegetais, além de animais mortos e em decomposição, por isso é facilmente atraída ao utilizarem iscas de carcaças de animais como botos, jacarés, peixes e vísceras de grandes bagres e animais domésticos. Mas, os pescadores optam pelo uso da carne de boto devido a proporção do animal, sua capacidade de atração para a piracatinga (captura mais peixes com menos esforço) e sua disponibilidade local. Essa matança exacerbada de boto para isca, fez com que a comercialização desse peixe esteja proibida na região amazônica.

Piracatinga!!! Espécie Proibida para comercio Por quê???

17D- Lambari (Chacacidae) 

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Possui mais de 300 espécies que habitam as águas brasileiras e as mais conhecidas são o lambari-guaçu ou do rabo-vermelho, tambuí ou lambari-do-rabo-amarelo. Peixe de água doce muito popular no Brasil, conhecido por sua abundância em diversos rios, lagos e represas. Apreciado tanto por pescadores amadores quanto por aqueles que apreciam um bom prato de peixe.

18D-PACU CD (Metynnis maculatus)

Também conhecido como pacuzinho, pacu-manchado, pacu-peva,  ou pacu-prata é uma espécie alóctone originária das bacias amazônica e do Paraguai cuja introdução ocorreu a partir do rio Grande, se proliferando nos rios e reservatórios da bacia do alto Paraná. Possui o corpo tão arredondado que lembra um disco de CD. É bem estreito e muito saboroso podendo chegar a 18 cm de comprimento.