Cota e comprimento

Para não ter problemas com a fiscalização é de suma importância entender qual é a cota máxima permitida para o pescador amador ou esportivo que você poderá levar para a casa DE ACORDO COM Art. 8º, V, da Portaria IAT 650/2025 e aprender quais são os peixes proibidos de se transportar, aqueles que podem ser transportados porém seguindo alguns limites de tamanho e aqueles que são obrigados a retirar da água por não fazerem parte da cadeia alimentar natural do Rio das Cinzas:

COTA MÁXIMA:

Art. 8º Fica estabelecida ao pescador amador e profissional a cota máxima de captura
quantificada em 5,0kg (cinco quilogramas) de pescado, mais um exemplar de tamanho
permissível, nativo ou não, nas modalidades desembarcadas e embarcadas, nos
locais permitidos.

  • Para todos os efeitos a “cota máxima” estabelecida ao pescador amador é o limite
    máximo de pescado encontrado com o pescador amador a qualquer momento, a
    exemplo: no rio, no acampamento, no barraco, nos meios de transporte, no clube, nos meios de armazenamento, guarda, etc.(Portanto, cuidado: Não adianta ir todo o dia para pegar 5kg. Se a sua geladeira já tiver armazenado 4 kg de peixe, você poderá levar apenas mais 1 Kg. Lembrando que se houver denúncia de crime ambiental, os policiais ambientais podem entrar na propriedade para apurar se o crime está ocorrendo ou ocorreu em flagrante delito, mesmo sem o consentimento do proprietário).
  • A cota de 5 kg é válida também para a captura dos peixes não nativos. Cuidado, não ache que por estar fazendo um bem ao meio ambiente, sua cota estará liberada…
  • O limite da cota de 5,0kg (cinco quilogramas) atribuído ao pescador amador e
    profissional poderá ser ultrapassado somente quando um único indivíduo pescado
    exceder o peso de 5,0kg (cinco quilogramas) e não for da mesma espécie do
    exemplar extra;

PEIXES NATIVOS COM TRANSPORTE PROIBIDO:

Fica vedada a posse, o abate e o transporte dos seguintes peixes: Jaú (Zungaro jahu), Pintado (Pseudoplatystoma corruscans), Surubim ou Monjolo (Steindachneridion scriptum), Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum), Dourado (Salminus brasiliensis) e Piracanjuba (Brycon orbignyanus), em todo o território e em todas as águas interiores do Estado do Paraná, componentes da Região Hidrográfica do Atlântico Sudeste e da Região Hidrográfica do Paraná. Para essas espécies poderá ser adotada somente a prática do pesque e solte, cuja soltura obrigatoriamente deverá ser no mesmo local e imediatamente após a captura, e obedecer aos manejos adequados.

LEGISLACAO-PEIXES NATIVOS COM CAPTURA PERMITIDA MEDIANTE COTA

LEGISLACAO-PEIXES NÃO NATIVOS COM CAPTURA OBRIGATÓRIA

Agora confira o seu exemplar:

PEIXES NATIVOS COM TRANSPORTE PROIBIDO

1-Jaú (Zungaro jahu)

 

Também conhecido simplesmente como jaú, é uma das espécies mais conhecidas e amplamente distribuídas. Pode crescer até mais de 2 metros de comprimento e pesar mais de 100 kg sendo bastante  valorizado tanto na pesca esportiva quanto na comercial. Para facilitar o reconhecimento o jaú tem quatro barbilhões longos, dois em cada lado da mandíbula, que ajudam na detecção de alimentos e na orientação em águas turvas. O corpo do jaú é alongado e cilíndrico, com uma cabeça grande e boca larga. Sua coloração é geralmente parda ou cinza-escura, com manchas ou listras que podem variar entre espécies e indivíduos. A coloração ajuda na camuflagem no ambiente natural. Possui nadadeiras peitorais, pélvicas, dorsal e anal bem desenvolvidas. As nadadeiras peitorais têm espinhos fortes e são adaptadas para auxiliar na natação em correntes rápidas.

PESCANDO JAÚ

2- Pintado (Pseudoplatystoma corruscans)

O Pintado, conhecido cientificamente como Pseudoplatystoma corruscans, é um peixe de água doce de grande porte, com comprimento máximo de até 180 cm e peso de até 86 kg. Prefere águas correntes com fundos de areia ou lama. É carnívoro, alimentando-se principalmente de tuvira, minhocuçu e pequenos peixes. É um peixe de couro, com coloração acinzentada e diversas pintas pretas cilíndricas pelo corpo. O pintado é apreciado por sua carne saborosa e macia.

PESCANDO PINTADO

3- Surubim ou Monjolo (Steindachneridion scriptum)

Este peixe também se distingue pela sua cabeça grande e achatada com três pares de barbilhões sensoriais perto das narinas, um corpo cinzento alongado e rechonchudo com manchas pretas arredondadas como se fossem pontos e um dorso branco. Esta espécie é um carnívoro que prefere um ambiente demersal, ou seja, vive no fundo de rios, lagos e lagoas. O surubim é um peixe carnívoro, e se alimenta de tuviraminhocuçu e pequenos peixes. Uma curiosidade sobre esse peixe são os espinhos nas nadadeiras e nas nadadeiras dorsais, que podem causar bastante trauma. No entanto, a dor da ferida é intensa e inicialmente considerada insuportável, por isso uma dica é ter cuidado ao manusear esse peixe.

DIFERENÇA ENTRE PINTADO-CACHARA E SURUBIM

4- Cachara (Pseudoplatystoma reticulatum)

Peixe de couro que possui o corpo alongado e roliço com a cabeça grande com pintas e achatada possuindo seis longas barbas que funcionam em conjunto com o órgão sensível. A sua coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo branca abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas com as faixas verticais pretas irregulares, começando na região dorsal e se estendendo até abaixo da linha lateral. Às vezes, apresenta algumas manchas arredondadas ou alongadas no final das faixas. Espécie de peixe de grande porte, e pode alcançar mais de 1m de comprimento total e pode atingir mais de 1,20 m com alguns exemplares pesando mais de 25 quilos. Esta espécie de peixe é carnívoro, essencialmente piscívoro, portanto, em seu ambiente natural se alimenta principalmente de loricarídeos, ciclídeos e caracídeos, além de caranguejos. É encontrado em  canais de rios, poços profundos e grandes ( como final de corredeiras).

PESCANDO CACHARA

5-Dourado (Salminus brasiliensis)

Muito apreciado pelos pescadores esportivos, é lendário por sua bravura e resistência uma vez fisgado. Se o salmão é frequentemente citado como o alvo mais cobiçado da pescaria esportiva no hemisfério norte, na América do Sul impera o dourado. Também chamado de piraju e tigre de rio (por causa das listras na lateral do corpo) é um dos mais conhecidos predadores da bacia do Rio Paraná. Atinge grande porte, podendo alcançar 130cm de comprimento e pesar 25kg. É um peixe muito difícil de se manter no anzol, pois sua boca é muito dura, dificultando a penetração do anzol. Quando fisgado, salta para fora da água na expectativa de se livrar do anzol. Apresenta uma linda coloração amarelo ouro, com listras pretas nas laterais, as barbatanas emitem um efeito alaranjado, possui também um risco preto no meio da cauda. Tem dentes muito afiados e perigosos, são muito agressivos com outros peixes, principalmente quando estão se alimentando.

PESCANDO DOURADO

6-Piracanjuba (Brycon orbignyanus)

A Piracanjuba apresenta um corpo hidrodinâmico, alongado e levemente comprimido lateralmente, o que lhe proporciona excelente desempenho natatório em águas correntes. Sua coloração é majoritariamente prateada, com nuances azuladas no dorso e nadadeiras que variam entre o amarelo e o alaranjado, dependendo da fase da vida e das condições ambientais. Essa combinação de cores torna o peixe visualmente marcante, sendo facilmente identificado por pescadores experientes. Em relação ao tamanho, a Piracanjuba pode atingir cerca de 80 centímetros de comprimento e ultrapassar 6 quilos, embora atualmente seja raro encontrar exemplares tão grandes em ambiente natural. A espécie também se destaca por sua força e resistência, atributos que a tornam uma adversária desafiadora e apreciada na pesca esportiva.

PESCANDO PIRACANJUBA

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PEIXES NATIVOS COM TRANSPORTE AUTORIZADO DENTRO DA COTA

1- Morenita (Gymnotus sylvius e G. inaequilabiatus)

comp min 20 cm

A morenita apresenta um corpo alongado e comprimido lateralmente podendo atingir até 8 cm de comprimento. Sua coloração é predominantemente prateada, com um brilho metálico que a torna visualmente atraente. Além disso, a Morenita possui uma mancha escura na região da cauda, que é uma característica distintiva da espécie. As nadadeiras são geralmente transparentes, com um leve tom amarelado o que complementa sua estética.

PESCANDO MORENITA

2- Juropoca (Hemisorubim platyrhynchos)

comp min 25 cm

Peixe de couro com coloração que pode variar do castanho-esverdeado para o amarelado, porém com o ventre branco. Além disso, este peixe presenta manchas pretas ovaladas de tamanho variável. Essas manchas se localizam junto à base do lobo superior da nadadeira caudal. Além de possui uma boca voltada para cima, o que lhe proporciona uma aparência atípica, se comparado a outros peixes de couro. A mandíbula é um pouco maior do que o maxilar superior. Peixe de médio porte, alcançando cerca de 60 cm de comprimento total e 3 kg de peso.

PESCANDO JUROPOCA

3- Traíra (Hoplias aff. malabaricus)

comp mín 25 cm

Traíra ou lobó pertence a um grupo de peixes desprovidos de nadadeira adiposa. É um dos peixes mais populares presente em quase todos os rios e lagos. Nas regiões que oferecem boa alimentação, é comum que atinjam 69 centímetros de comprimento, e alguns exemplares excedem 4 quilogramas de peso. Sua pesca é feita de anzol com isca de peixe ou carne e até mesmo com as artificiais. Mesmo jovens com alguns centímetros de comprimento costumam atacar iscas em movimento. Deve-se ter cuidado ao manipulá-la, pois costumam dar mordidas muito dolorosas e que sangram abundantemente.

PESCANDO TRAÍRA

4- Mapará (Hypophthalmus edentatus)

comp mín 29 cm

Embora não seja muito comum no Rio das Cinzas, trata-se de espécie de água doce bastante popular no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Ele habita grandes rios como o Amazonas, o Araguaia e o Tocantins, e é bastante apreciado por sua carne saborosa e pela importância que desempenha nas economias ribeirinhas. Peixe de médio a grande porte, podendo atingir até 80 cm de comprimento e pesar cerca de 8 kg, embora indivíduos menores sejam mais frequentemente capturados. Seu corpo é alongado e levemente achatado lateralmente, o que favorece sua movimentação em águas correntes.

PESCANDO MAPARÁ

5- Cascudo (Hypostomus spp. )

comp mín 25 cm

Possui uma couraça que recobre todo o seu corpo dando ao cascudo a aparência visual e a sensação de que estamos tocando em uma lixa. Os cascudos comuns, em média, chegam a 30 cm. Na natureza, o peixe se alimenta de detritos acumulados no fundo dos rios, participando de certa forma da pré-mineralização da matéria orgânica presente no substrato lodoso. Gostam também de camarão, minhocas e pequenos crustáceos, bem como vegetais.

PESCANDO CASCUDO

6- Piau-três-pintas (Leporinus friderici)

comp mín 25 cm

Boa espécie para a pesca esportiva. Trata-se de peixe escamoso com um corpo longo e esguio com 3 manchas redondas em ambos os lados, a primeira ao nível da barbatana dorsal, a segunda entre a barbatana dorsal e a gordura e a terceira na base da barbatana caudal. O comprimento total pode chegar a 30 a 40 cm e a massa algo em torno de 2 kg.

PESCANDO PIAU TRÊS PINTAS

7- Piapara (Megaleporinus obtusidens)

comp mín 40 cm máx 60 cm

Peixe com coloração prateada e três manchas pretas nas laterais do corpo, possuindo nadadeiras amareladas. Possui boca bem pequena e pode alcançar 40 cm de comprimento e 1,5 kg embora já tenham sido fisgados no Brasil exemplares de 80 cm e 6 kg. Expectativa de vida é de 7 anos de idade. Este peixe é bastante sensitivo, em especial com a temperatura e as vibrações ao seu redor. Esta característica faz com que o pescador precise ser ainda mais cuidadoso e silencioso para conseguir capturar o animal. O bicho costuma se alimentar de matéria vegetal e até mesmo de animais em decomposição. Além disso, o peixe Piapara tem o hábito de comer plantas aquáticas, algas filamentosas e alguns frutos.

PESCANDO PIAPARA

8- Piau verdadeiro (Megaleporinus piavussu)

comp mín 32 cm máx 45 cm

Peixe de água doce facilmente confundido com a piapara. O piau três pintas se caracteriza exatamente pela quantidade de pintas, não havendo motivos para confusão. Porém o piau verdadeiro não possui essa característica e passa a ser muito parecido com a piapara, sendo a coloração na nadadeira caudal, o formato da cabeça e a coloração da barriga as diferenças mais acentuadas:

  • Nadadeira caudal: Piau completamente escura – Piapara detalhes em amarelo ouro
  • Coloração da barriga e embaixo da cabeça: Piau é um pouco amarelada – Piapara é completamente branca.
  • Formato da cabeça: Piau mais arredondado que da Piapara

Vídeo esclarecedor: www.youtube.com/watch?v=Iudqu1Muwts&t=277s

Este peixe pode medir até 25 cm de comprimento e pesar até 500 g. Tem carne saborosa e nutritiva, que pode ser preparada de várias formas. Possui boca pequena e voltada para baixo, adaptada para se alimentar no fundo da água com dentes incisivos na mandíbula superior e molares na mandíbula inferior, que servem para triturar os alimentos. Escamas pequenas e lisas, que cobrem todo o corpo, e nadadeiras curtas e arredondadas, sendo a caudal a mais larga.

PESCANDO PIAUÇU

9- Pacu (Piaractus mesopotamicus) 

comp mín 45 cm máx 62 cm

Peixe apreciado na pesca esportiva e na culinária. Possui o corpo com inúmeras escamas pequenas. A coloração do peixe é cinza-escuro no dorso e amarelo-dourado no ventre (essas cores podem variar dependendo do ambiente). Tem tendência herbívora, isso significa que gosta de comer frutos, sementes, bem como algas, folhas e, raramente, peixes, moluscos e crustáceos. Pode alcançar até 70 centímetros de comprimento e pesar cerca de 20 kg.

PESCANDO PACU

10- Mandi-amarelo (Pimelodus maculatus)

comp mín 25 cm 

Um dos traços distintivos dos mandis é a presença de barbilhões (ou tentáculos) ao redor da boca, que ajudam na detecção de alimento em águas turvas ou escuras. Peixe de couro que possui esporões com muco tóxico de forma que o pescador tem que tomar muito cuidado, pois a ferroada costuma doer muito. Cabeça cônica com olhos laterais. É uma espécie de porte médio, podendo chegar a 40 cm de comprimento e até 3 kg de peso.

PESCANDO MANDI-AMARELO

11- Barbado (Pinirampus pirinampu)

comp mín 50 cm máx 75 cm

Peixe de couro que possui boca pequena e barbilhões sensoriais achatados, mas uma de suas principais características são seus barbilhões longos e achatados, daí o nome “barbado”. Sua nadadeira adiposa é bastante longa e começa logo após a nadadeira dorsal. Por brigar muito na captura é bastante apreciado na pesca esportiva. Pode atingir até 80 cm de comprimento e pesar em torno de 12 kg, embora o peso médio varie entre 3 e 5 kg. A espécie costuma viver no fundo de rios de águas escuras e barrentas, geralmente rios de médio e grande porte. Além disso, é comum encontrá-lo próximo de vilarejos e cidades. Sobre o consumo do peixe, recomenda-se colocá-lo no gelo logo após a captura porque estraga com muita facilidade. Em relação as cores, é acinzentado no dorso e em seu flanco, podendo apresentar um clareamento na região ventral. No entanto, em alguns casos, quando acaba de ser retirado da água, pode apresentar uma coloração esverdeada no dorso. Piscívoro. Na natureza, se alimenta de peixes pequenos, anfíbios, bem como camarões de água doce. Esse peixe possui uma boca ampla com pequenos dentes, que funcionam como uma espécie de lixa.

PESCANDO BARBADO

12- Curimba (Prochilodus lineatus) 

comp mín 38 cm máx 70 cm

O Curimba recebe vários nomes nas diversas regiões do Brasil como Curimbatá, Curimatá, Cirumatã, Curimataú, Curumbatá, Crumatá, Curibatá. Peixe muito querido na pesca esportiva, pois é muito forte e possui capacidade enorme de lutar quando é fisgado´. É possível encontrar espécie com até 80 cm, porém o mais comum é até 46 cm. Peixe de escamas muito ásperas, com coloração cinza-prateada e faixas transversais escuras e discretas no dorso. Além disso, ele possui nadadeiras caudal, dorsal e anal com várias manchas escuras e claras, que vão se alternando entre si. A boca terminal em forma de ventosa possui lábios espessos e protráteis e são munidos de pequenos dentes. Peixe detritívoro, ou seja, se alimenta basicamente de restos orgânicos, consumindo diferentes tipos de sedimentos orgânicos e vegetais. Têm preferência por águas profundas e é um animal iliófogo, ou seja, suga e come lodo orgânico, para o qual sua boca foi especialmente adaptada.

PESCANDO CURIMBA

13- Bagre-sapo (Pseudopimelodus mangurus)

comp mín 3o cm 

Peixe de couro de médio porte esta espécie possui a coloração marrom amarelado com manhas preta, ele também possui barbilhões ao redor da boca. Esta espécie se reproduz sexualmente de forma ovípara atinge 10 kg de peso. Carnívoro, alimenta-se de peixes invertebrados. Sua base reprodutiva está na foz dos rios, em solos lamacentos.

PESCANDO BAGRE-SAPO

14- Armau (Pterodoras granulosus)

comp mín 40 cm 

Também conhecido como Armado ou Abotoado é um peixe bastante procurado por pescadores esportivos devido à sua força e resistência quando fisgado. Apesar de não ser um peixe de briga intensa, sua robustez exige equipamentos adequados para garantir um bom desempenho durante a captura. O uso de varas de ação média a pesada, linhas resistentes e anzóis reforçados são recomendados para lidar com exemplares maiores. Com tamanho que pode chegar a 70 cm de comprimento e peso de até 7 kg, essa espécie desempenha um papel importante nos ecossistemas aquáticos onde habita. Possui um corpo robusto coberto por placas ósseas que funcionam como um mecanismo de defesa contra predadores. Sua coloração varia do marrom-escuro ao acinzentado, permitindo que se camufle eficientemente no ambiente aquático. Ele é encontrado em águas doces, preferencialmente em grandes rios e poços profundos, onde busca alimento no fundo. Espécie é onívora, alimentando-se de pequenos invertebrados, restos de matéria orgânica e até mesmo algas.

PESCANDO ARMAU

15- Bagre Jundiá (Rhamdia quelen)

comp mín 30 cm

Peixe de couro que possui coloração acinzentada-escura e um ventre esbranquiçado. sua carne é muito saborosa, com baixo teor de gordura e poucas espinhas. O pescador tem que tomar cuidado ao manusear esse peixe pois possui raios espinhosos venenosos e grandes barbilhões. A espécie habita riachos litorâneos que possuem fundos arenosos cobertos com folhas mortas, além de rios e lagos, mas possui certa preferência por rios com correnteza moderada. O peixe gosta de ficar no fundo desses locais em áreas enlameadas cobertas com folhas e madeira em decomposição, onde passa boa parte do dia escondido. O Jundiá é um Onívoro e possui tendência piscívora, ou seja, se alimenta de outros peixes além de insetos terrestres e aquáticos, crustáceos e restos vegetais. Pode atingir 50 cm de comprimento e 3 kg de peso.

PESCANDO JUNDIÁ

16- Cascudo-preto (Rhinelepis aspera)

comp mín 35 cm

Peixe com visual muito marcante. Seu corpo é revestido de placas ósseas e com a boca, especializada em sucção, situada na face ventral do animal. Justamente por essa boca com muito poder de sucção, os cascudos podem ficar muito tempo grudados em rochas e troncos, além de terem grande capacidade de revirar o substrato a procura de alimento que são algas e lodo. Pode atingir 39 cm e pesar 1,5 kg. Preferem áreas com correnteza lenta e água limpa. Gostam de se esconder sob pedras, troncos ou em cavidades naturais, o que oferece proteção e um ambiente mais natural.

PESCANDO CASCUDO

17- Cará (Satanoperca pappaterra )

comp mín 16 cm

Peixe de escamas muito comum em rios de todo o Brasil. Possui pequenas pintas claras por toda a extensão do corpo, principalmente na parte debaixo e nas barbatanas e pode chegar aos 25cm. Suas barbatanas variam do castanho claro ao escuro, apresentando uma ou mais pintas pretas no corpo. Espécie de peixe omnívora, que se alimenta de uma ampla variedade de alimentos no fundo como perifíton, pequenos crustáceos, peixes, insetos, larvas, folhas, frutos e outras matérias orgânicas. Habita ambientes de águas paradas, remansos ou nas margens com vegetação abundante.

PESCANDO CARÁ

18- Piava, campineiro (Schizodon altoparanae)

comp mín 25 cm

As principais características do peixe campineiro são: corpo comprido e alongado, cabeça arredondada, boca grande com maxilares fortes e dentes afiados, barbatanas dorsais altas, escamas grossas e lisas. Possui coloração variável entre verde-acinzentado a prateado na parte superior do corpo e branco no ventre. Pode chegar a atingir uma longitude de 40 cm. O peixe campineiro consome principalmente insetos, crustáceos e larvas de outros animais aquáticos. Também pode comer algas, minhocas, vermes e até mesmo alguns vegetais.

PESCANDO PIAVA

19- Tagará ou Timboré (Schizodon nasutus)

comp mín 25 cm

Possui corpo alongado e comprimido lateralmente, com uma coloração que varia entre tons de cinza, verde e amarelo, frequentemente com manchas ou listras. Alimentam de algas e pequenos invertebrados. O tamanho pode chegar a 30 cm de comprimento. Preferem águas calmas e bem oxigenadas, frequentemente encontradas em áreas ricas em matéria orgânica. A presença de troncos submersos e vegetação aquática é crucial para o seu bem-estar, pois oferece abrigo e locais para a reprodução.

PESCANDO TIMBORÉ

20- Jurupensém – bico de pato (Sorubim cf. lima)

comp mín 30 cm

jurupensém ou surubi bico-de-pato (Sorubim lima) pode alcançar até 70 cm de longitude total e podendo pesar mais de 50kg. É um peixe de couro de corpo roliço. Apresenta uma lista clara irregular desde a cabeça até a nadadeira caudal. A cabeça é longa e achatada. A boca é arredondada, e o maxilar superior e maior que a mandíbula. Seus olhos se localizam lateralmente. Seu dorso passa do cor marrom escuro na parte dianteira, a amarelado e depois esbranquiçado abaixo da linha lateral. Suas nadadeiras são de avermelhadas a róseas. É carnívoro. Come principalmente outros peixes e crustáceos. Os cardumes costumam se concentrar nos poços abaixo das corredeiras.

PESCANDO JURUPENSÉM


PEIXES NÃO NATIVOS COM CAPTURA PERMITIDA SEM RESTRIÇÃO AO COMPRIMENTO PORÉM DENTRO DA COTA 5 KG + 1

 

1-Apaiari, Oscar, Cará preto (Astronotus crassipinnis) 

5KG + 1

Peixe de água doce notável por sua aparência vibrante e comportamento ativo. Conhecido popularmente de Peixe Oscar, é um peixe brasileiro, de água doce, originário da bacia amazônica, de crescimento precoce e que pode atingir cerca de 1,5kg de peso. Este peixe apresenta uma característica muito importante, do ponto de vista comercial, que é o fato de sua carne ser muito saborosa e quase não possui espinhos. Pode atingir cerca de 35 a 40 cm de comprimento total e cerca de 1,5 kg de peso. É considerado o maior dos Carás brasileiros.

PESCANDO APAIARI

2- Tucunaré (Cichla spp.)

5KG + 1

Peixe de água doce altamente valorizado na pesca esportiva. Conhecido por sua força, agressividade e beleza, o que o torna um alvo popular para pescadores e aquaristas. O seu tamanho varia entre 30 centímetros, chegando a 1 metro de comprimento. Peixe de escamas, com corpo alongado e um pouco comprimido, e a sua coloração e amarelada, com manchas pretas e verticais distribuídas regularmente pelo corpo. Todos os tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúnculo caudal. Passam a noite caçando e se alimentando e se recolhem em buracos ou na vegetação durante o dia.

PESCANDO TUCUNARÉ

3- Bagre-africano (Clarias gariepinus)

5KG + 1

O Bagre-africano é um peixe grande, semelhante a enguia, geralmente de coloração cinza escura ou preta nas costas, desbotando até uma barriga branca. Pode chegar a  um comprimento máximo de 1,7 m e pode pesar até 60 kg . Esses peixes têm corpos esguios, cabeças ósseas planas, bocas largas e terminais com quatro pares de barbelas. Apenas as barbatanas peitorais têm espinhos.

PESCANDO BAGRE-AFRICANO

4- Carpa (várias espécies)

5KG + 1

Aqui vamos falar apenas da carpa-comum. Mas existem várias espécies. A comum tem pele escamosa, na maioria das vezes apresentando uma coloração cinza prateada, boca bem pequena e a presença de dentes verdadeiros é inexistente, o que já acaba demonstrando que esse peixe se alimenta apenas de vegetais presentes na água. Possui tamanho médio ou pequeno, e por esse motivo não costuma ter mais do que 30 cm, estando na média de tamanho da maioria dos peixes de água doce.

5- Piauçu (Leporinus macrocephalus)

5KG + 1

Peixe de escamas com corpo curto e bastante grosso, além de ter uma boca grande e terminal. Possui coloração cinza escura, principalmente devido à borda lateral escura das escamas. Os peixes mais jovens da espécie podem apresentar faixas transversais nos flancos. Os adultos, no entanto, apresentam três manchas escuras alongadas verticalmente, sendo a posterior um pouco mais difusa. Além disso, o Piauçu pode atingir cerca de 68,4 cm de comprimento e pesar mais de 5 kg. Peixe com tendências herbívoras, que se alimenta de caranguejos, frutas e de pequenos peixes.

PESCANDO PIAUÇU

6- Black-bass (Micropterus salmoides)

 

5KG + 1

Muitas espécies de peixes têm seus encantos, mas o Black Bass se destaca por sua combinação única de beleza, força e resistência. Seu comportamento agressivo e vontade de morder a isca tornam-no um desafio para pegá-lo, mas a satisfação de pegar um supera a luta. Os pescadores costumam contar histórias de batalhas épicas com Black Bass. A força do peixe pode ser sentida assim que ele é fisgado – domina-lo requer habilidade e paciência, bem como uma vara de pescar e um molinete ou carretilha resistentes. E não vamos esquecer a adrenalina que vem com a captura de um peixe que pode ser muito maior do que o esperado. O Black Bass pode crescer até cerca de 80 centímetros e pesar até 11,4 quilos. Estes peixes são habitantes de águas calmas como lagos e córregos. Ele varia na cor de verde para enegrecido e é marcado com uma faixa horizontal escura. Exceto pelos os seres humanos, o Black Bass é o principal predador no ecossistema aquático. Eles se alimentam principalmente de zooplâncton e larvas de insetos. Os adultos alimentam-se quase exclusivamente de outros peixes e grandes invertebrados, como lagostas.

7- Tambacu híbrido (Piaractus mesopotamicus + Colossoma macropomum (cruzamento) 

5KG + 1

tambacu é um híbrido criado a partir do cruzamento entre o tambaqui e o pacu. Combina características dos dois pais e é valorizado tanto na pesca esportiva quanto na aquicultura. Possui escamas grandes e brilhantes com corpo robusto e ovalado, semelhante ao de seu progenitor, o tambaqui. Sua barbatana adiposa é curta com raios na ponta, ele também tem dentes fortes. Pode atingir tamanhos impressionantes, com indivíduos chegando a mais de 1 metro de comprimento e pesando até 30 kg. Possui boca larga com dentes adaptados para uma dieta variada, incluindo frutas, sementes e pequenos animais. Os dentes são semelhantes aos do tambaqui, com características que ajudam na mastigação de alimentos duros.

8- Corvina ou pescada (Plagioscion squamosissimus)

5KG + 1

Peixe de água salgada e doce, bastante apreciado na culinária, especialmente em países da América Latina. Ela pertence à família Scianidae e é conhecida por sua carne branca, sabor delicado e textura firme, tornando-a uma opção popular para grelhar, assar ou fritar. Geralmente, as corvinas têm um corpo alongado e ligeiramente comprimido, com uma coloração que varia do prateado ao cinza escuro, dependendo da espécie. Possuem nadadeiras dorsais distintas e uma nadadeira caudal que pode ser ligeiramente bifurcada ou arredondada. São carnívoras e se alimentam de uma variedade de organismos, incluindo peixes menores, crustáceos e moluscos. O tamanho da corvina pode variar de acordo com a espécie. Em geral, elas podem atingir de 30 cm a 1 metro de comprimento.

9- Raias (Potamotrygon spp.)

5KG + 1

A Raia é um peixe que habita o fundo dos rios, mas, às vezes, enterra-se na lama nas partes mais rasas. É um perigo pois possui espinho venenoso, na região superior caudal, que provoca fortes dores quando penetra a pele do ser humano ou de outros animais. Tem corpo e cabeça achatados, em forma de disco. Suas nadadeiras peitorais formam uma orla, em volta do disco, unidas na parte anterior do focinho. Sua boca localiza-se na face ventral, com dentes pequenos e pavimentosos, de coroas largas e achatados. Possui cauda longa, terminando em um filamento com abas laterais, na base, e verticais, na porção distal. Pode chegar a 892 mm e pesar até 30 kg. É um peixe carnívoro, com tendência à piscívoro, alimentando-se de pequenos moluscos, peixes e crustáceos.

10- Pintado ponto e vírgula também chamado de Pinchara ou pintado gaúcho (Pseudoplatystoma corruscans + P. reticulatum (cruzamento)

5KG + 1

A pincachara trata-se de um peixe híbrido, desenvolvido através do cruzamento de duas espécies diferentes, o pintado e a cachara. Com o cruzamento das espécies, os híbridos se tornam mais resistentes á doenças, além de ganharem peso mais rápido e terem uma maior resistência às variações climáticas e de temperatura da água.

Pincachara é um dos peixes mais comuns nos pesqueiros, sendo muitas vezes utilizada para o controle de alevinos de outras espécies que se reproduzem nos tanques, como tilápias e lambaris. A principal diferença entre as espécies originais e este híbrido está no padrão de manchas de seu couro, pois os pintados possuem o corpo coberto por pintas, a cachara tem o corpo recoberto por listras e já a pincachara apresenta os dois padrões, pintas e listras.

Peixes predadores como os seus precursores, as pincacharas podem atingir grandes tamanhos, próximos aos pintados, que podem chegar a até 70 kg.

PESCANDO PINCHARA

11- Tilápias (Oreochromis spp. e Tilapia spp.)

5KG + 1

Peixe de água doce que possui escamas e nadadeira de coloração verde prateada. Pode atingir 45 cm de comprimento e 2,5 kg de peso. Tem corpo alongado e ligeiramente comprimido lateralmente, com uma cauda bifurcada. Possui escamas pequenas e bem ajustadas ao corpo. Consomem uma variedade de plantas aquáticas e algas, insetos,  larvas, pequenos crustáceos, além de comer peixes menores, como larvas de peixes e outros pequenos organismos aquáticos.

PESCANDO TILÁPIA